Repórter se infiltra em oficina clandestina de roupas e sente na pele o drama do trabalho escravo

Programa flagrou mais de 22 confecções clandestinas explorando trabalhadores na capital paulista

Em um registro inédito na televisão brasileira, o programa Câmera Record traz uma das investigações mais complexas já realizadas sobre o trabalho escravo na cidade mais rica do país.


Durante três meses, os repórteres Romeu Piccoli, Ana Haertel, Daniel Motta e o editor Marcelo Magalhães flagraram 22 confecções clandestinas explorando trabalhadores de todas as maneiras na Grande São Paulo. O procurador da Justiça do Trabalho, Luis Fabre, estima que existam 100 mil pessoas em condições análogas à escravidão só na capital paulista. Foi em uma dessas oficinas que o repórter Daniel Motta conseguiu uma vaga de emprego, disfarçado de imigrante nordestino recém-chegado a São Paulo.


Ele foi contratado sem carteira assinada e teve que trabalhar incansáveis 14 horas por dia, com a promessa de receber no final do mês um salário de cerca de 400 reais. “Às seis horas da manhã eu tinha que acordar. Ganhei um café e um pão amanhecido, duro, para começar o trabalho”, conta.


Nas chamadas “casas da escravidão”, mesmo o recém-empregado, que geralmente não tem experiência alguma com o maquinário, é obrigado a fazer mais de 150 peças de roupas diariamente. “O tempo era muito pouco pra aprender a costurar”, diz o repórter, que experimentou desde o início a pressão do supervisor da oficina.


O expediente só chegou ao fim por volta das 22h, com pequenas pausas para o almoço e jantar. Com um porém: “Eles descontam do salário a comida”, revela Motta.


O repórter infiltrado passou a noite em claro, com receio de ser descoberto, em um pequeno quarto no fundo da casa. De manhã, a surpresa: “A porta é trancada. Eu não conseguia sair. Ela é fechada por fora. E assim deve ser o quarto de todos os outros que trabalham aqui para que eles não saiam”.


O Câmera Record teve acesso exclusivo a imagens que mostram trabalhadores de uma oficina, em condições degradantes, colocando etiquetas de uma outra grande empresa de roupas, que possui 35 lojas no Estado de São Paulo.


O Câmera Record, apresentado por Marcos Hummel, vai ao ar nesta quinta-feira (16), às 23h, na RICTV Record.


Fonte: http://ricmais.com.br/sc/fique-por-dentro-da-ric/noticias/reporter-do-camera-record-se-infiltra-em-oficina-clandestina-de-roupas-em-sao-paulo-e-sente-na-pele-o-drama-do-trabalho-escravo/

Saiba mais sobre o assunto

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