Refugiados e imigrantes são mais vulneráveis ao tráfico de pessoas e trabalho escravo


O número de estrangeiros que chegam ao Brasil fugindo de perseguição disparou desde 2010: com uma alta de mais de 2.800% em pedidos, lidar com a questão se tornou uma difícil missão, tanto para o governo quanto para os migrantes. O Dia Mundial do Refugiado, comemorado no último dia 20, nos traz uma reflexão necessária.




Em que pese a crise que afeta seus próprios habitantes, o Brasil é visto como um país promissor por milhares de estrangeiros, tendo experimentado nos últimos anos uma explosão do número de refugiados. Contudo, diante da falta de políticas migratórias, muitos vêm passando dificuldade no país. A maior parte vem da Síria – onde a guerra civil já provocou a saída de 5 milhões de cidadãos – de Angola, da Colômbia e da República Democrática do Congo, conforme demonstra a pesquisa Sistema de Refúgio Brasileiro, em balanço até abril de 2016. As solicitações de refúgio em território brasileiro cresceram 2.868% nos últimos cinco anos.


Paola Coelho Gersztein, professora do curso de direito da PUC Minas, destaca que, apesar de receber bem os refugiados, não há políticas públicas para inseri-los na maior parte das cidades brasileiras. Em Minas Gerais há um trabalho incipiente realizado pelo Comitê Estadual de Atenção ao Migrante, Refugiado e Apátrida, Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Erradicação do Trabalho Escravo (Comitrate), criado em setembro do ano passado.


O diretor-executivo da organização ActionAid Internacional, Adriano Campolina, adverte que na busca desesperada pela sobrevivência nas cidades brasileiras, os refugiados e migrantes que chegam ao país podem ser alvos fáceis para redes de exploração de trabalho escravo e tráfico de pessoas. Diante deste cenário e de um crescente número de migrantes, sobram tarefas para ONGs e outras entidades da sociedade civil preocupadas com a questão, como o Centro Zanmi e a Comissão Pastoral da Terra, ambos de Minas Gerais.


Em 2013, mais de 120 haitianos foram resgatados de condições análogas à escravidão em duas operações realizadas pelo Ministério do Trabalho. No começo deste ano, a Delegacia da Polícia Federal de Corumbá flagrou refugiados sírios em um alojamento em condições de trabalho escravo. Nos últimos anos, trabalhadores chineses também foram resgatados da condição de escravidão moderna no Rio de Janeiro e migrantes bolivianos foram resgatados em diversas oficinas de costura no país. Os casos são muitos.


Infelizmente, esta situação é verificada não apenas no Brasil, mas em quase todo o mundo. No Líbano, mais de 200 mil crianças refugiadas da Síria foram vítimas de trabalho forçado. O mesmo aconteceu com um grande número de africanos que fugiram de seus países de origem em busca de uma vida melhor na Europa.


Fontes: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/06/20/interna_gerais,774492/no-dia-do-refugiado-estrangeiros-contam-como-e-se-abrigar-no-brasil.shtml; http://oglobo.globo.com/mundo/refugiado-relembra-violencia-de-traficantes-trabalho-escravo-antes-de-chegar-italia-10247506; http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150929_sirios_exploracao_trabalho_fo_cc; http://reporterbrasil.org.br/2014/01/imigrantes-haitianos-sao-escravizados-no-brasil/; http://www.brasilnoticia.com.br/cidades/policia-federal-flagra-refugiados-sirios-em-condicoes-de-trabalho-escravo/68445; http://nena-news.it/the-200000-syrian-child-refugees-forced-into-slave-labour-in-lebanon/; http://www.huffingtonpost.com/sam-mccormack/refugees-are-becoming-the_b_5515801.html; http://www.equaltimes.org/fight-against-modern-day-slavery?lang=en#.V2k_nLgrI2w;


Saiba mais sobre o assunto

Clique aqui para conhecer a história de alguns dos pescadores resgatados! 

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